terça-feira, 19 de abril de 2011

A falta

É cheio de quê,
O vazio?
Qual contorno
O delimita?
Quando vais,
Ele fica.

Movimenta-se como,
A falta?
Como revira-me
Assim?
Ela não chega
Mas fica.

De que matéria é feita
O que nem sei
Se é perda ou vão?
Ela fala
- Estranha língua -
Entendo nada.

Como pode
O vazio
Tão astuto ser?
Percebe o abandono
E vem sorrateiro
Me preencher.

4 comentários:

  1. A falta é isso mesmo, meio incompreensível, mas toda imaterial; espera só o apagar das luzes e então...
    Abrços, minha Regina!

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  2. Show, Regina! Inspiradíssima! Ah, essas faltas cheias de ausências! Beijos!

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  3. Sua poesia preenche qualquer vazio que pudesse existir. Vida longa a ela. Tão longa e infindável quanto a sua, porque fruto d´alma.

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