terça-feira, 24 de maio de 2011

Panos e tendas

Mulheres do oriente,
Teríamos mais coragem
Não houvesse tantos panos
A cobrir-nos o rosto?
Vossos tecidos
Meus limites medidos
Encontram-se no fim.

Falamos com o olhar.
As mãos descobertas
Falam também.
Palavras? Tenho muitas,
Que não sabem dizer-se
E me assustam.
E me calam.

De dentro de vossas tendas
Sabeis quanto sobre mim?
Eu, que não sei lidar
Com jóias raras e véus
Assim finos,
Ao som de tambores,
Permito-me dançar.

4 comentários:

  1. O uso do véu realmente me confunde. Por vezes acho humilhante, por outras vezes me calo ante a argumentação de que se trata de uma preferência feminina, que não é exatamente uma imposição machista. Em todo o caso, penso como em seu tão belo poema:
    "Eu, que não sei lidar
    Com jóias raras e véus
    Assim finos,
    Ao som de tambores,
    Permito-me dançar."
    ***
    Sobre sua pergunta, vide resposta em meu blog.

    Abraços, querida!

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Regina, esta é minha segunda tentativa de deixar um comentário e, se o Blogger não deixar, tento outra vez, amanhã e depois e depois, até conseguir dizer que seu poema ficou o máximo. Só isso: simplesmente o máximo. Beijos!

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  4. É...
    Na verdade o que limita não são os tecidos...
    Bela reflexão,mulher.
    Parabéns!

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