sábado, 24 de setembro de 2011

Águas

Bonita é a tal da água
Serena nos lagos
Ousada nos mares.
Brinca com as crianças
Revigora o verde
Purifica os ares.

É sábia nas pedras
Dos rios, á água.

Generosa chuva
Fúria em tempestade
Menina emotiva
Está sempre a mudar-se.
Esconde-se onde,
Triste na estiagem?

Refazendo-se a água
É gente, na lágrima.

2 comentários:

  1. Adoro quando entra água em poesia, no bom sentido. É a paz, a serenidade que todos nós nos damos ao direito de ousar pedir, nem que seja por breves instantes, feito a velocidade do percurso da lágrima citada no poema. Que bonita essa prece em forma de versos! Bj.

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  2. Ai, que lindo poema, Regina! Gostei da água sábia nas pedras dos rios e da água triste, escondida na estiagem. Mas a humanização da água foi a gota que faltava pra transbordar minha admiração. Show, menina! Beijos!

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