sábado, 8 de outubro de 2011

Bicho da crina

                                                                                   Dom Quixote a Cavalo - Cândido Portinari

Crina de bicho
Foi para um pincel
Bicho selvagem
Resiste ao arreio
Mas sempre vencido
É ele freado
Até a morte
Resignado.

Bicho da crina
Foi para um pincel
Livre nos pelos
Dele arrancados
Cavalga solto
Corre na tela
Esporas e rédeas
Valente, ele nega.

6 comentários:

  1. Morre, mas não se entrega. Não contraria a crina... Como sempre, belo poema. Abs.

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  2. Tema inusitado, poema comovente! Ponto pra Regina, mais uma vez! Menina, a sensibilidade poética nasceu com você. Parabéns!
    No meu blog tem um convite pra você. Se você quiser participar e tiver tempo pra isso, aposto que vai sair algo interessante. Beijos!

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  3. Passando por "Ruas e papéis" a convite da Carla para uma brincadeira que nos envolveu... eis que leio belo e autêntico poema de raça mesmo! Parabéns! Abraço, Célia.

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  4. Bom dia, Regina
    Vi seu nome no blog da Carla, li seu comentário, e gostei. Por isso vim conhecer seu espaço.
    Gostei imenso do pouco (por agora...) que vi.
    Este poema é de grande profundidade, e o post anterior... excelente.
    Vou me fazer sua seguidora, e voltar com mais tempo. Se quiser fazer o mesmo dar-me-á grande prazer.

    Uma semana feliz. Beijinhos

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  5. Muito obrigada por suas palavras tão generosas na minha «CASA».
    Respondendo à sua pergunta - é piscina mesmo, sim. Mas é uma composição que fiz de duas fotos.
    Ficou engraçada, não?

    Noite de Paz e Luz. Beijinhos

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  6. Boa noite Regina, sinto que conheço este indomável, valente e nunca resignado,ou devo dizer esta...
    Beijos, você faz muita faltaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!

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