sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Água que passa



Morning on the Seine - Monet

Água que passa eu sou
No mundo que fica
No rio que passa no mundo que passa
Na vida

Dê-me sentido, rio
Dê-me a infinitude
Da vida que nasce de mim nesse corpo
Que fica

Imponha-me suas pedras
E ao passar, eu fico
Sigo em seu leito, no curso que é seu
Ou meu seria?


6 comentários:

  1. lindo.... suave e real! Gostei!

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  2. Lapidando sempre pedras... o rio passa...
    De certa forma, Regina, é a nossa vida que se esvai...
    Lindo quando nos deixamos lapidar!
    Abraço.

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  3. Querida Regina
    O seu poema é LINDO!
    Duma leveza e suavidade que acalma.
    Lendo-o devagar quase se ouve o murmurar da água correndo no leito do rio, afagando e alisando as pedras, tornando-as suaves ao toque.
    AMEI!

    As suas palavras lá na minha «CASA» encheram o meu coração de alegria e paz. É verdade, acredite.
    Desde o dia em que a conheci, que já nem me lembro quando foi, senti logo uma grande empatia entre nós, que não se perdeu com o passar do tempo.
    Sei que a amizade não se agradece - retribui-se.
    Por isso não vou agradecer a sua amizade, vou antes dizer: Obrigada por você existir e estar presente na minha vida.
    Mesmo sendo apenas virtual o nosso contacto...nem por isso é menos importante.
    Bem haja!

    Uma óptima semana
    Beijinhos

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  4. Só Deus sabe como você consegue fazer isso, Regina. Com poucas palavras simples, constrói um poema delicado de arrepiar. Posso estar bem enganada na interpretação dos versos, mas sinto que tem algo a ver com seus filhos, novos rios que partem de você. Ainda que não seja nada disso, gostei demais. Parabéns!

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  5. Suas palavras parecem balançar conforme vamos lendo, como se estivéssemos em um rio mesmo.
    Por isso adoro ler teus textos. Beijao pra vc.

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  6. Olá Regina,
    A força da água sempre em nós. Bonito demais.
    Abço

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