sexta-feira, 20 de março de 2015

Arqueiro


Pintura rupestre - imagem do Google


Flecha que me adentra,
Quem é o seu arqueiro?
Lançou-a ele a mim ou
Cruzei o seu caminho?

De novo a arranco fora
E sangramos qual poesia
Que se escreve a exaurir-me
Para ser plena sem mim.



6 comentários:

  1. Uma passagem rápida apenas para desejar um excelente fim-de-semana.
    Um beijo
    MIGUEL / ÉS A MINHA DEUSA

    PS – Te aguardo no próximo dia 24, em que publicarei novo post.

    Muito lindo, este poema. Difícil saber quem fez o quê... -:) se o arqueiro lançou a flexa se você se atravessou no caminho...

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  2. Lindo. Realmente, vamos seguindo pela vida nos doando, as vezes tendo pedaços arrancados, outras, feliz na entrega, transmudado, transformando, translucidando pela vida a fora. Parabéns Regina aprecio muito suas poesias porque sei que é você se dando de presente para nos encantar.

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  3. Em nossa entrega, muitas vezes deixamos uma sensação de vazio nada fértil que nos retira por completo a dádiva coerente de sermos plenas de nós...
    Abraço.

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  4. Regina, Regina, que ideia refinada, menina! Estou encantada com esse poema. Você raramente publica, mas, quando o faz, traz sempre algo maravilhoso. Parabéns!

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  5. Reli o poema e achei-o ainda mais bonito.
    Você precisa publicar mais vezes, a "veia" está toda lá...
    Te aguardo em Pompeia...
    Obrigado.

    Continuação de boa semana.
    Um beijo
    MIGUEL / ÉS A MINHA DEUSA

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  6. Olá, Regina.
    Quantas vezes, na vida, levamos com as flechas que não eram para nós, mas acabam por sê-lo. E sangramos o sangue de outro, sofremos as dores de tantos.
    bj amg

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